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Intenções Honradas

O major Hank Renshaw Jr. tinha que manter sua atração por Gabrielle Hallard escondido à sete chaves. Sendo ela a namorada de seu melhor amigo, nada poderia faze-lo mudar de opinião. Até que Kevin morre em um ataque terrorista, deixando Hank com suas últimas palavras para ele e Gabrielle. Quando vai visita-la alguns meses depois, a maior surpresa não é a tensão que ainda se tem entre os dois, e sim o filho que ela carrega nos braços. Um filho de seu melhor amigo.

Já falei que iria dar um tempo em romances com gravidez e/ou filhinhos fofos. No entanto, parece que algo mais forte tem me atraído para esses livros. E Intenções Honradas não vai muito longe disso. Nesse romance de Catherine Mann, temos um casal de protagonistas muito semelhantes. Além da dor que compartilham e da preocupação com o pequeno Max, eles ainda tem o fantasma da família que podem persegui-los para sempre. Hank não quer ser como o pai, mesmo parecendo seguir alguns de seus passos. Enquanto Gabrielle não aceita nenhuma ajuda, por querer ser uma mulher forte como sua mãe. 

A família de ambos foi uma grande surpresa, porque achei que encontraria pessoas muito difíceis de lidar, em vez de uma família bem amável. Na verdade, a família de Hank e de Gabrielle não são fazem o tipo controladores, que obrigam seus filhos seguirem seus passos, ao contrário. Acredito que os dois simplesmente colocaram aqueles obstáculos em suas vidas para tentarem superar.

Apesar do enredo ser agradável e os personagens envolventes, o título não conseguiu me conquistar completamente. Em certos momentos não conseguia aceitar os sentimentos e emoções dos dois. Me deixava mais confusa do que eles mesmos. Gostei de ver o lado mais leve de Hank, que nem mesmo Gabrielle sabia conhecer. Já a mocinha parecia viver em um turbilhão entre amor e raiva - que podem ser compreendidos pela vida nada fácil que vinha levando.

Entretanto, é bom ver que eles deixam certas coisas de lado apenas pelo prazer dos dois. O final do livro também nos deixa uma ótima sensação de que nem tudo precisa ser espalhafatoso. A simplicidade pode deixar uma história de amor bem mais atraente. E talvez seja por essa simplicidade que valha a pena a leitura do livro.

Boa leitura.

Rainha do Deserto

Estou em uma verdadeira saga para terminar todos os romances na minha instante, que infelizmente, estavam um tanto renegados. Então, o livro da vez foi Rainha do Deserto, de Jane Porter. Com um enredo quente, cheio de elementos de um passado cheio de paixão e um futuro incerto. Jesslyn Heaton é apenas uma professora, enquanto Sharif Fehr é um rei. Ambos já dividiram momentos inesquecíveis, em uma época em que o reinado e a vida adulta não pareciam tão importante.

Agora ele precisa dela. Porém, como professora para suas três filhas. Mesmo com o coração de Jesslyn apertado por ter que ficar perto de seu antigo amado, precisava cumprir o acordo com o rei. E assim, Jesslyn se muda para o lar de Sharif, de suas filhas e de sua terrível mãe. E para fechar a avalanche de emoções, próximo ao mundo de suas queridas amigas, irmãs de Sharif, mortas em um acidente anos antes.

Rainha do Deserto é um livro cheio de emoções. Os dois personagens principais se conheceram após o acidente automobilístico que acarretou na morte das duas irmãs de Sharif e melhores amigas de Jess. O romance entre os dois aparenta ser intenso e avassalador, até que a mãe de Sharif entra no caminho para proteger tudo que é mais sagrado. Sua própria opinião.

Apesar de ter gostado do enredo, achei que certos acontecimentos ocorreram muito rápidos. Ainda mais por se tratar de um livro curto, senti que a autora queria tratar de muitos assuntos e teve que correr em certos momentos para assim concluir a história. É bom ver o trabalho de Jesslyn como professora. O livro mostra um belo trabalho sobre a profissão, apontando o extenso trabalho antes, durante e depois das aulas. Já alguns outros fatos foram poucos abordados.

Adoro livros que tem elementos do passado, então não posso deixar de recomendar o título. Mesmo que certos pontos poderiam ter sido melhores tratados, ainda é uma boa opção para curtir um romance no meio do deserto. E até se interessar pelo próximo livro (do irmão do rei). Então, vai se aventurar nessa história de um sheik e sua possível rainha?

Boa leitura.

Desde o Primeiro Instante

Rachel acabou de romper um noivado e está decidindo o que vai fazer da vida. Quando ela se encontra casualmente com Ben, um amigo dos tempos da faculdade, seu coração balança. Na época não rolou, mas agora ele parece tão mais interessante...
O problema é que Ben está casado, “fora do mercado”, como se costuma dizer. Ok, hora de partir para outra. Rachel não é nenhuma mocinha ingênua, dessas que se deixam levar pela emoção. O fato de Ben ser lindo, educado, engraçado, nobre e fiel não é suficiente para tirar Rachel do seu eixo. Claro que não.
Na verdade, ele é O Companheiro Perfeito. Pena que seja tão fiel!
Apaixonar-se pelo melhor amigo é o sentimento mais gostoso do mundo, mas também é assustador.
Descubra o que aconteceu com Rachel e Ben neste livro aconchegante, divertido, emocionante
e surpreendente – diferente de tudo o que você já leu.

Normalmente gosto de descrever o enredo do livro ao decorrer da resenha. Exceto quando tenho certa dificuldade para falar sobre o título, que é o ocorreu em Desde o Primeiro Instante, de Mhairi McFarlane. Li ótimas resenhas e críticas sobre o livro, mas não consegui gostar do livro. Pelo menos não totalmente. Adorei a ideia de um reencontro, ainda mais por ter mais de uma década separando esse casal de amigos. Um tema que gosto e esperava tirar boas risadas. E por sorte, posso dizer que tirei algumas boas risadas do sútil humor do livro.

Um dos fatores que não me fez adorar o livro foi a personagem principal, Rachel Woodford. Achei muito indecisa e um tanto perdida sobre a própria vida. Metade de seus problemas seriam resolvidos logo se ela os enfrentasse de frente logo. Ok, as vezes não é tão simples quanto parece. Entretanto, para uma mulher bem resolvida como ela aparenta ser em seu trabalho, não seria difícil imaginar uma pessoa assim também na vida real. Ledo engano.

Do outro lado temos Ben Morgan, um cara legal, casado, amigo e que aparenta ter todas as qualidades do mundo, mas que também me parece uma incógnita. Quando acho que ele vai fazer uma coisa, parece que ele vai fazer outra (Oi?!). E tirando o fator Ben, achei algumas situações um tanto óbvias. No final, foi uma leitura um tanto quando contraditória. Ao mesmo tempo que imaginava no casal Ben-Rachel, pensava em todos os anos de Rachel-Rhys, o namorado de longa data.

Também temos as amigos de Rachel, um mais diferente do outro, mas que se completam mesmo assim. E posso dizer que uma fatia das minhas risadas e bons momentos foram devido ao companheirismo deles. É bom ver a ligação de anos atrás com o presente, e ainda indagar sobre o futuro do grupo.

Não posso dizer que me apaixonei pela escrita de Mhairi McFarlane. A leitura foi meio de fases, em que alguns momentos eu gostava e em outros não via a hora de terminar. Não gostar da personagem principal nunca é uma coisa boa para um livro, ainda mais quando o livro é narrado por ela. Terminei a leitura sem saber de verdade quem era a Rachel e isso me incomoda. Acabei me irritando até mesmo com o Ben em certos momentos.

No final, não sei como seria recomendar a história. Achei a capa linda, assim como a ideia do livro, mas o enredo não me fez suspirar de alegria. Além disso, serviu como uma boa distração. Para quem tiver interesse, a editora disponibilizou download de um trecho do livro. Vale a pena conferir e ver se vai do seu agrado ou não. Ademais...

Uma boa leitura.

Manhã de Núpcias

Manhã de Núpcias é o quatro livro da série Os Hathaways e o primeiro livro que leio da série e da autora Lisa Kleypas. Não gosto de começar séries pelo meio mesmo que cada livro seja independente, porém esse foi o único título que achei para o Desafio Literário de março. Nessa parte do desafio, a leitura deveria ser escolhida com base na última frase da leitura de fevereiro. Então A Seleção puxou Manhã de Núpcias.

A série fala sobre os irmãos Hathaways, que devido uma série de acontecimentos transformou Leo Hathaway em Lorde Ramsay. Nos três primeiros livros temos as histórias de suas três irmãs Amelia, Win e Poppy que ainda estão presentes nesse livro. E essa é uma parte bem chata para quem não leu os livros das irmãs. É claro que sabemos o objetivos desses livros, mostrar o desenvolvimento do amor dos personagens. Sabemos que no final tudo dará certo, mas precisamos saber como. Entretanto, quando você começa a ler no meio da série, os personagens em si já foram apresentados. Já existe uma ligação entre eles e os leitores. E mesmo que você não saiba exatamente como eles se uniram, está lá cada demostração e gesto que você já perdeu. Isso foi bem confuso para mim no início. Lidar com quem é quem, e a ligação que eu poderia ter com o desenvolvimento dos personagens prosseguindo nos outros livros.

Em Manhã de Núpcias o foco principal é em Leo, lorde de Ramsay e Catherine Marks, a governanta da casa. Catherine é uma jovem cheia de segredos e angústias. Os dois vivem trocando farpas e não tem um momento em que se cruzem que não acontece uma briga (sim, entre a governanta e o lorde dono da casa). Mas com o passado nebuloso de Leo, a Srta. Marks poderia ser a melhor pessoa com quem conviver, mesmo que o lorde mostrasse uma outra face da garota.

Para quebrar o momento de paz na família, a propriedade que eles aprenderam a amar e gastaram grandes esforços para mantê-la em pé, pode ser devolvida para a viúva do antigo lorde Ramsay e sua filha. O único jeito de manter a propriedade é se Leo Hathaway se casar e ter um filho em um ano. O que para um solteiro inveterado é algo quase impossível.

Apesar de não ter começado o livro de um bom jeito - confusão de quem é quem, o que já aconteceu, etc - passei a gostar quando fui conhecendo mais os personagens. Fiquei com vontade de ler os demais para saber o nível de desenvolvimento que foi mostrado nesse livro, mas deu para sentir que alguns personagens foram muito bem abordados na continuação, como o caso de Poppy e Harry Rutledge.

Também é interessante ver como a autora trata o caso do homem naquela época, não suavizando as características brutas e a dominação que era ainda maior na época. Tem momentos que eles falam coisas como "sim, eu sou um homem" ou "era o esperado por ele" e você consegue imaginar a pressão da sociedade para as mulheres e para os homens em uma época que aparência era tudo. Não que hoje em dia isso ainda não prevaleça. 

Posso dizer que o desafio está me fazendo aventurar por histórias incríveis e que Manhã de Núpcias é um livro que posso recomendar como um ótimo romance histórico. Cheio de reviravoltas, emoções e situações que fogem do esperado. Vou tentar ler logo os demais livros da série e atualizar minhas informações sobre a série. Então venha conhecer os irmãos Hathaways e quem sabe se apaixonar por cada um.

Boa leitura.

Um Perfeito Cavalheiro

Benedict Bridgerton não possui nenhum título que poderia transforma-lo em um dos homens mais cobiçados da temporada. Normalmente era visto como "um Bridgerton" ou "irmão dois", mas sua aparência, fortuna e sobrenome o transformavam em dos melhores candidatos para marido das últimas temporadas. Isso se ele sentisse algum prazer em receber tanta atenção.

Em uma noite de festa na Casa Bridgerton, ele acaba descobrindo que se casar não poderia ser tão difícil, ainda mais após conhecer a mulher de sua vida. Infelizmente, a jovem havia ido embora sem nem ao menos revelar seu nome.

Para Sophie Beckett, aquele baile de máscaras seria a melhor (e única) noite de sua vida. Como filha bastarde de um conde e torturada pela madrasta, o sonho daquela noite a manteria esperançosa de que um dia seu cavalheiro a encontraria, acabando com suas trevas.

Dois anos se passam até o próximo reencontro. Apesar de Benedict não reconhecer sua amada em nenhum momento juntos, a paixão entre eles permanecia acesa. Mesmo que sem o reconhecimento de que a jovem Sophie (uma simples criada), seja sua dama misteriosa. Porém, o reencontro também acende o coração do Bridgerton de que um dia poderia se casar com a jovem do baile, mas o que aconteceria com Sophie?

O título Um Perfeito Cavalheiro é um tanto sugestivo quanto a história, afinal Benedict acaba não se mostrando tão cavalheiro assim. Ele a deseja, a quer como amante e faria qualquer coisa para não ficar longe dela. Incluindo cenas provocantes, engraçadas e até alguns momentos de chantagem. Um imperfeito cavalheiro. Ainda assim, Benedict é o charme em pessoa. E Sophie sabe que é difícil resistir a isso.

Imagino Julia Quinn com vários rascunhos imaginando onde inserir algo de um livro e outro no enredo. Dando dicas para o próximo livro, assim como retomando personagens dos outros livros. Afinal, eles são uma família unida e não sumiriam do nada. Sinto que a cada livro a autora vai se desenvolvendo mais. Coisas que eu não gostava muito no primeiro livro, tem diminuído nas continuações. E a cada livro sinto que não quero largar até chegar na última página.

Então, mais uma vez recomendo a série dos Brindgertons. Os livros estão sendo um dos melhores vícios que tenho tido ultimamente. As capas são lindas, os enredos apaixonantes e os personagens nos aproximam daquela família a cada capítulo. Não vejo a hora de continuar essa incrível série.

Boa leitura!

Extraordinário

"Você sabe do que estou falando falando, diz, e toma um grande gole de sua garrafa d'água. Vamos encarar os fatos, continua, o universo não foi legal com Auggie Pullman."

August Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma deformidade facial. Além de outros sérios problemas de saúde que em alguns casos os médicos nem sabem identificar. Aos dez anos já passou por mais cirurgias que uma pessoa poderia passar em umas quatro vidas. Por isso, até aquela idade ele nunca havia ido para uma escola, sendo educado pela própria mãe em casa. Entretanto, já estava na hora dele poder vivenciar as demais experiências da infância. Aprender em uma escola, fazer outros amigos e viver.

Dentro de casa o garoto era amado e super protegido. Apesar de ter poucos amigos, todos sabiam que manda-lo para escola seria a situação mais difícil que poderiam submete-lo. Pessoas desconhecidas em situações desconhecidas. Todos olhariam para August com aquela mesma expressão que ele via sempre que saia de casa. Aquela expressão que mesmo tendo se acostumado ainda lhe causava dor.

Em todos os lugares que Auggie e a família iam, as pessoas só conseguiam ver um garoto deformado. O que definitivamente não era algo para que o garoto pudesse ser conhecido. Carinhoso, brincalhão e um grande fã de Star Wars, August era apenas um garoto normal com sérios problemas genéticos. O difícil seria fazer as pessoas verem isso. E ao decorrer do enredo, pode apostar que vai ficar com raiva de muitos personagens.

Gostaria de ter lido o livro logo que lançou. Apesar do livro ser infantil (ele é narrado por diversos personagens, incluindo Auggie, seus amigos e familiares) é bem forte pelas situações e sentimentos descritos. Meio impossível ler o livro e não refletir sobre suas ações e sobre as ações dos homens. Enquanto ele vê alguém o encarado com medo, você vê o que se passa pela mente dele. Ou de sua irmã. E até mesmo da melhor amiga dela. 

R. J. Palácio, fez um ótimo trabalho em Extraordinário. Os personagens foram muito bem elaborados, sendo trabalhado suas dores e suas visões sobre August. É interessante que ela não criou algo em que só o menino tem problemas, em que só ele pode sofrer. Ela abordou esses momentos no livro com a maioria dos personagens descrevendo seus maiores desafios. E tenho que dizer, que sorte August e Olivia têm por terem pais tão amorosos como os Pullman. Eles são uns amores de personagens e poderiam enfrentar todo o universo pelo amor de seus filhos.

Extraordinário é uma leitura obrigatória para adultos e crianças. Talvez, um pouco dos ensinamentos do livro possam nos fazer ser mais gentis com os próximos e não olhar apenas as belezas mais visíveis das coisas.O livro é uma bela reflexão de como devemos sorrir e brincar mesmo nos momentos mais difíceis. Chorei de tristeza, felicidade, raiva... E no final, acho que posso trazer comigo um grande amigo (ou vários). August, Olivia, Miranda, Justin, Jack... Todos me ensinaram algo que nem ao menos sei explicar. Então, leiam esse livro incrível e extraordinário e o passem adiante. E lembrem-se "quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.".

Boa leitura!


P.s.: Detalhe que nessa edição do livro a capa é assim mesmo, com essas manchinhas desbotadas. Legal, não? Jurei que era problema do livro rs.

Amar Outra Vez


James Morrell é médico chefe do departamento de emergência no North London Regional Hospital. Após um terrível acidente em uma rodoviária em Londres, diversas ambulâncias e hospitais estavam em uma intensa correria para manter todos vivos. Apesar da situação já estar quase em pleno controle, James ainda sente que algo está errado. E o inesperado acontece algumas horas depois, uma moça havia sido esquecida um pouco distante do acidente. Para a surpresa do médico, uma pessoa que não acreditava mais encontrar.

As lembranças, momentos juntos, risadas e a tristeza da separação. Tudo pareceu voltar no instante em que visualizou o corpo de Lorna McCleland. Ver seu antigo amor entre a vida e a morte seria pior que qualquer sentimento que James poderia imaginar.

Ultimamente tenho tido uma grande sorte com os romances que tenho lido. E Amar Outra Vez, de Carol Marinelli, foi outra leitura de sorte. Me apaixonei pelos personagens e por sua história de vida. Ambos não são pessoas perfeitas e tem um conturbado passado juntos. Porém, mesmo após dez anos, os sentimentos ainda são devastadores. Como em parte do livro Lorna está em recuperação, alguns acontecimentos passam mais rápidos. E como James normalmente é chamado - ou foge - para o hospital (onde se passa grande parte do enredo), resta muitos momentos de lembranças de como foi o passado dos dois.

É incrível como a autora aparenta ter conhecimento sobre os assuntos médicos abordados. Quase me senti em meio a um drama de Grey's Anatomy, com uma Shonda Rhimes "torcendo" para alguma tragédia acontecer.

Amar Outra Vez mostra um casal com uma enorme distância entre si e as dores que ainda permanecem entre os dois. Nessa história, não temos apenas um romance desgastado pelo falta de dedicação, mas pelas tragédias que a vida prega. Uma linda história que emociona e nos faz refletir sobre o poder das palavras, dos gestos e do amor.

Boa leitura.

(Essa outra capa é um amor, não?)

O Visconde que me Amava

O Visconde que me Amava, segundo livro da série Os Bridgertons, de Julia Quinn, tem como destaque Anthony Bridgerton, visconde e irmão mais velho da família. Anthony tem uma boa fama de libertino, intensificada ainda mais pela Lady Whistledown (a fofoqueira sem um nome real). Mesmo sem uma identidade, a colunista tinha fieis seguidores, como a Srta. Kate Sheffield. Kate está em sua primeira temporada em Londres, porém com uma idade quase avançada para um incrível pedido de casamento. Quase 21 anos! Se não fosse a precária economia e pequena família, ela nem faria questão de ir para Londres tentar fisgar um noivado. Todos sabem que a dama ideal era sua irmã Edwina Sheffield, a melhor pretendente da temporada. E o visconde sabia disso. 

Enquanto vários cavalheiros esperavam cortejar a jovem Edwina, teriam que torcer para uma benção de Kate também. Outra coisa que o visconde também já sabia. Ele só não esperava uma jovem mordaz e sarcástica, que o odiava e que prometia mantê-lo longe de sua doce irmã. E então os jogos começam, de um lado Anthony e sua vontade inesperada de casar. E de outro Kate, esperando arrumar o casamento ideal para sua irmã. E claro, faíscas acabam rolando entre os dois.

Posso dizer que o segundo livro da série me pegou de vez. Apesar de ter adorado O Duque e Eu, não havia me conectado com a forma de escrever da autora. E ler O Visconde que me Amava foi uma agradável surpresa. Anthony é um homem muito ressentido com a morte de seu pai, porém ainda é uma pessoa divertida e um tanto cruel quando quer. Já Kate é normalmente a pobre garota esquecida pelas demais pessoas da sociedade. A beleza de sua irmã é tanta que normalmente esquecem que ela está na sala. Por sorte, isso não a impede de amar sua irmã. Aparentemente, a única coisa que ambos tem em comum é o amor pela família (e o sarcasmo).

Adoro a forma como a química dos personagens te prende ao enredo. E não tem como não amar essa  enorme família. Julia Quinn soube abordar bem essa mistura de 8 irmãos. E ainda nos aguçar com as futuras histórias. É interessante ver o trabalho que ela tem em entrelaçar o que já aconteceu e o que vai acontecer. Me vejo devorando todos os livros e tentando decidir qual será meu favorito (coisa que percebo que será difícil). Já me encantei com a pequena amostra do terceiro livro. E com uma pista do quarto.

Tenho que agradecer por trazerem de volta essa série e tão bem arrumada. E pasmem! Me apaixonei até pela carta da autora no final do livro. A Julia parece ser uma fofa. E para melhorar, ainda vem para a bienal. Então, não venho apenas recomendar O Visconde que me Amava, mas toda essa série magnifica.

Boa leitura!

Laços de Amor

Descobrir que será pai é uma novidade empolgante para muitos homens. Principalmente quando é esperado. Mas descobrir que já é pai é algo bem diferente. Ainda mais de gêmeos. De uma mulher que esperava nunca mais ver. Para Nick Falco, saber que Jenna Baker se encontrava em seu cruzeiro já era atormentador. Com a notícia que seu breve encontro teve como resultado dois meninos que já tinham poucos meses, era de tirar o folego. Isso se os bebês fossem realmente dele.

Jenna Baker tentara contatar o dono de uma das maiores frotas de cruzeiros por meses. Entretanto, todas suas tentativas tinham sido ignoradas. Agora ela estava ali, no único lugar que poderia bater de frente com o orgulhoso Nick Falco. E qual seriam as consequências?

Depois de Um Pequeno Milagre e Noiva de Ocasião, acho que ficarei um tempo fora desse tema de bebês e paternidades. Apesar do livro não se comparar ao primeiro (eles não tem ligação, mas acabei fazendo essa ponte) em relação a profundida, os personagens nele apresentados também têm pensamentos fortes e com muitas magoas destampadas. Por um lado Jenna luta para que seus filhos tenha a merecida pensão e por outro temos Nick, que não queria mais saber de Jenna, mas se sente irritado pela falta de conhecimento sobre os bebês. A atração entre eles ainda é visível, mas nem sempre isso pode manter dois amantes juntos. Agora eles tem que lidar não apenas com o fato Nick x Jenna, e sim com as duas crianças que aguardavam a volta da mãe e nem ao menos sabiam o que acontecia ao redor.

Gostei dos personagens, Jenna não era aquela mulher que ficava sentada chorando esperando uma ajuda divina. Como se Nick fosse aparecer magicamente em sua porte e saber de tudo. Ela é daquelas que vai atrás e que sabe exigir seus direitos. Já Nick é um festeiro que ama seu trabalho acima de tudo. Ninguém duvida de sua inteligencia, mas saber como lidar com aquela situação poderia ser maior do que qualquer negociação que ele já fez.

Maureen Child, fez em Laços de Amor uma bonita história sobre perdão e descobrimento. Não se tornou um dos meus romances favoritos, porém ainda é o tipo de história que recomendaria para quem espera personagens mais ativos. Além de se encantar com um pai de primeira viagem em um barco que já está em alto mar.

Boa leitura!

Cidades de Papel

Colocando mais uma leitura em dia, peguei Cidades de Papel, de John Green, para ler depois de um ano guardado na estante. Isso porque fiquei mega curiosa para ler algo do tão falado autor, porém eram tantas opiniões diferentes que acabei me desanimando, pouco depois de ganhar o livro.

Desde os seus dois anos Quentin Jacobsen é vizinho de Margo Roth Spiegelman, e desde cedo vive uma paixão platônica por ela. Para Quentin e boa parte de sua escola, Margo era magnífica. Sempre estava metida em uma aventura e parecia gozar a vida como se não houvesse o amanhã. Para Quentin, Margo Roth Spiegelman – como sempre a chamava – era a garota perfeita. Isso se pessoas perfeitas existissem.

Pouco antes da formatura, Margo decide se juntar ao Q. em uma vingança. E mesmo eles não sendo amigos, ele acaba sendo a última pessoa que vê Margo antes dela fugir. Mesmo não sendo a primeira fuga, aquela parecia ser a mais definitiva. E talvez Quentin seja o único a encontrar a verdade.

Antes de começar o livro, não sabia o que esperar da leitura. As opiniões, não somente sobre essa história, mas sobre o autor são bem conflitantes. E depois de ler entendi bem o motivo. Queria ter gostado da leitura, mas não consegui. Fiquei até surpresa com as ótimas críticas que estampam o livro. Apesar de o bom humor do livro, não achei o hilariante. A atitude de Quentin em relação a Margo chegou a me irritar na maioria dos momentos. Como o fato de esquecer a importância dos amigos em certas ocasiões e como sempre a chamava pelo nome todo. Ele realmente a venera.

Os personagens secundários foram (talvez) o único ponto que me fez gostar um pouco do livro. Os poucos momentos que Quentin esquecia de seu amor platônico e conseguia ser ele mesmo com seus amigos podiam ser simples, mas eram nessas partes que conseguia rir e pensar nele como um jovem em seus últimos momentos no Ensino Médio. Então, acho que nisso o Sr. Green acertou. Ao tentar encontrar Margo, Quentin acabou se encontrando e descobrindo melhor seus amigos.

Não vou dizer que é uma leitura para todos, porque não é. Acredito que quem está nessa faixa e nesse momento de vida (adeus escola, olá faculdade ou olá escola) vá gostar mais. Lembrando que em breve terá o filme de Cidades de Papel e, apesar de já esperar algo bem diferente, talvez seja uma boa medida para quem não está com muita vontade de se aprofundar nessa leitura, mas queira conhecer a história (mas o livro normalmente é melhor!).

Boa leitura.



Noiva de Ocasião

Depois de Um Pequeno Milagre, venho com um mais romance, mais personagens fortes e mais uma gravidez. E o melhor, foi mais um ebook gratuito que encontrei no Amazon (e que também pode ser encontrado em outras lojas virtuais). Apesar de estar com uma estante cheia de romances para serem lidos, tenho tido a preferência da leitura no tablet. Por esses livros serem mais baratos e o tipo de papel ser mais desgastante, achei melhor dar umas lidas pela meio digital mesmo. E para quem gosta da opção, dá para encontrar bons títulos nas lojas virtuais pagando pouquíssimo.

Em Noiva de Ocasião, Sylvie Smith conhece Tom McFarlane ao organizar seu casamento com uma velha amiga da escola, Candida Harcourt. O que não esperavam seria Candida desistindo na última hora, deixando uma enorme fatura para seu ex noivo pagar. Apesar da raiva que sente da situação – não da noiva – Tom não consegue aguentar a tamanha tensão que tem entre ele e Sylvie. Resultando em uma apaixonante noite de amor.

Para Sylvie, se libertar para outro homem de novo tinha sido um misto de emoções, ainda mais após descobrir o resultado disso. E Tom não ficava muito atrás em relação aos sentimentos, mas um desencontro pode criar uma situação nada confortável para os dois.

Gostei da forma como o enredo foi desenvolvido. Sylvie e Tom tentam, na maioria das vezes, não se deixarem levar pelos problemas. É bom ver o nível de evolução deles, ainda mais em relação ao passado. Adorei conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Sylvie, de como ela ama ser organizadora, mas ao mesmo tempo não se sente tão confortável sendo vista apenas como organizadora de casamento – o que ela não é.

Noiva de Ocasião, de Liz Fielding é uma ótima opção de livro para passar o tempo. Não esperava muito da leitura, mas algumas atitudes e momentos me fizeram emocionar. Os personagens foram bens construídos e certas situações conseguem nos surpreender. Leitura recomendada. Ainda mais para um dia sem luz (pura experiência rs).


Boa leitura!

Em Busca de WondLa

Se viu o post Lendo no Momento #1 já sabe que estava lendo Em Busca de WondLa para o Desafio Literário 2015, do blog Uma JanelaSecreta. A leitura foi para o desafio de janeiro (que apesar de não ter terminado em janeiro, ainda estou no prazo), que era para ler um livro que começasse com a inicial do seu nome. Dando uma rápida olhada na minha estante, decidi por Em Busca de WondLa, que era um livro que comprei há alguns meses e ainda não tinha tido tempo para ler.

Na história, somos apresentados a Eva Nove e Matter, uma humana e uma robô que vivem no subsolo da Terra, em locais chamados Santuários. As duas têm uma relação de mãe e filha, afinal, a robô cuidou, ensinou e alimentou Eva nesses seus 12 anos de vida. Mesmo com a inquietação que ela sentia para sair e conhecer outros humanos, aquele lugar ainda era seu lar. Isso até que um ser estranho invadir o Santuário e destruir quase tudo. Ficar não era uma sábia decisão.

A partir desse ponto, Eva vai em busca de outros Santuários e de outros seres como ela. Entretanto, cada dia naquelas terras estranhas é uma surpresa bem inusitada. Desde os habitantes até as plantas que cercam o local. Ainda assim, com toda aquela confusão, Eva Nove acaba criando fortes laços de amizade que irão levá-la através da maior aventura de sua vida.

Em Busca de WondLa, de Tony DiTerlizzi (ilustrador e co-autor de As Crônicas de Spiderwick) é um livro cheio de facetas. Ilustrado pelo próprio autor (ilustrações maravilhosas, por sinal), o livro é separado em quatro partes, mostrando dificuldades ainda maiores conforme o grupo segue em direção a verdade de Eva. Além das imagens nos ajudar a montar um bom quebra cabeça do livro, ele ainda contem chaves para acessar o mapa interativo do lugar(podendo ser acessado pelo site www.wondla.com.br). Se abrir o livro nas páginas indicadas e não encontrar nada, não se preocupe. A editora acabou publicando os números de páginas erradas para acessar as chaves do programa. Porém, no próprio site de acesso é dado as informações corretas.

Fiquei apaixonada pelo livro. Conseguiu me manter viva com incríveis as imagens e enredo. Me encantei, emocionei, ri e descobri um mundo com Eva e seus companheiros. O livro conseguiu me surpreender no momento que não esperava mais nada além daquela aventura. Algo que adultos e crianças podem ler sem medo do entretenimento. O livro vale a pena e tenho certeza que a continuação não vai me decepcionar. Que vocês desejem WondLa tanto quando Eva, Matter, Andrí, Otto e eu desejamos.


Boa leitura!

*Infelizmente não consegui abrir o programa no meu computador.

Um Pequeno Milagre

Já tentei inserir mais resenhas desse tipo de literatura, mas ainda não deu muito certo (digo por minha parte mesmo). Adoro romances, leio esses famosos livros de banca há um bom tempo. E mesmo as histórias sendo um tanto repetidas - sempre sabemos o que vai acontecer no final - não consigo parar de ler esses benditos romances. Em 2013 pensei em fazer uma tag "#Momento Romance", com o objetivo de postar pelo menos uma vez por semana uma resenha do gênero. Acabei publicando apenas uma vez. Agora vou tentar com esse momento, sem a tag, porém com uma resenha por semana - pensem que hoje é sexta, meu objetivo inicial.

Um Pequeno Milagre foi um grande achado na Amazon. Procurando alguns livros gratuitos acabei esbarrando nesse romance de Carol Marinelli, que me deixou super animada apenas lendo a sinopse. Animada mesmo. Parecia ser um romance diferente, com algo a mais. Algo além do "vai ser assim e assim". Lendo a mensagem da autora me deixou ainda mais animada em relação a história - se ainda fosse possível. Além de um tanto surpresa. Ela confessa que nunca gosta dos dois personagens principais do mesmo jeito, caso que não aconteceu nesse livro. Ela amou os dois na mesma intensidade. E logo dá para entender o motivo.

Ben Richardson é um médico que há quatro anos perdeu sua esposa grávida. Ele sabia que nunca iria superar isso. Não apenas o fato de não ter mais a mulher que ama em sua vida, mas também por nunca nem sequer ter visto sua filha. Ser médico só agrava a situação. Ele deveria ter feito algo, não? Enquanto isso temos a jovem Celeste, uma bela e grávida residente do futuro trabalho de Ben. E, ironicamente, uma de suas vizinhas. Celeste luta para se manter firme e forte no trabalho. Mesmo sendo maior de idade, seus pais a expulsaram de sua vida e seus únicos amigos são os médicos e enfermeiros do hospital em que trabalha. Sem ajuda de ninguém e sem o pai do bebê ao seu lado, se aproximar de Ben parece quase inevitável. 

Os dois personagens são pessoas fortes, que não querem demostrar que se abalam facilmente diante dos desafios da vida. E o único momento que parecem relaxar é quando estão na presença um do outro, longe da correria do hospital. Um dos pontos fortes do livro é essa amizade que eles criam. É gostoso imaginar as risadas, as conversas e até mesmo a tensão sexual que rola entre os dois. E como ponto ainda mais forte, o amor - ou paixão - deles. Eles sabem que se gostam, que algo poderia acontecer, e que o único empecilho entre eles é a própria dor de Ben. Ele não suportaria viver com Celeste, não enquanto tivessem o bebê entre eles e o fantasma de seu passado.

Ver como Ben lida com a dor da morte, mas ao mesmo tempo deixa Celeste entrar em sua vida é reconfortante. Porém, dói cada vez que ele lembra que ela será mãe e que o bebê é a pessoa mais importante para ela no mundo. Marinelli criou uma linda história de superação. Chorei, sorri, senti raiva e vivenciei cada sentimento que ambos personagens demostravam. Espero de verdade poder esbarrar em mais romances assim, que te prendem do início ao fim, em uma história de amor real. Espero mais ainda que torçam por esse casal assim como eu. Quase como torcendo por um par de amigos.

Ótima leitura, amores!

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

Sabe aquela leitura que você se joga apenas pela capa e se apaixona? Essa sou eu lendo Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Achei a capa linda e o título deu margens a imaginação. Acho que nem sequer li a sinopse (não me lembro, pelo menos). Foi uma incrível e desejada surpresa descobrir o universo com os personagens. E posso dizer, não me arrependi dessa decisão. Porém, se estiver muito curioso para saber um pouco mais de Aristóteles e Dante, é só seguir nessa leitura…

A história se passa no final da década de 1980. Aristóteles Mendonza é o filho mais novo de uma família de seis. Não gosta de ter amigos e odeia todos os segredos de sua família. Desde o fato de nunca falarem de seu irmão preso, ao silêncio de seu pai sobre a Guerra. Tudo parece incomodá-lo. Sua idade, pessoas, seu corpo e outras infinitas coisas. Isso até conhecer Dante Quintana, um garoto sensível e, aparentemente, o oposto de Aristóteles. E ali, aos 15 anos, eles começam a entender o que seria uma verdadeira amizade. Uma amizade que pode levar a novas situações e até mesmo a novos sentimentos.


“(...) eu sempre tinha a sensação de não pertencer a lugar nenhum. Não pertencia sequer ao meu próprio corpo...”


Benjamin Alire Sáenz, fez um ótimo trabalho usando Aristóteles para narrar o livro. E consequentemente, fez um ótimo trabalho mostrando a forma que Aristóteles via Dante. Sendo filhos de mexicanos, a família também é muito bem explorada no enredo. Não sendo apenas “os responsáveis” dos dois, ou meros personagens secundários. O autor apresenta personagens que são tão importantes nessa descoberta do universo quanto os dois jovens.

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é uma história onde a sensibilidade e os sentimentos se chocam com o ódio e a dura realidade do dia a dia. Um livro que mostra que garotos e homens também podem chorar, assim como amar. Mesmo que por vezes o amor seja imperceptível, ele ainda pode estar presente. Ainda que guardado a sete chaves.

“E odiava a mim mesmo por odiá-los. Aí estava: meu próprio círculo vicioso. Meu universo particular de ódio.”


Boa leitura.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Com essa recente paixão dos livros de Sophie Kinsella descoberto, decidi ler seu grande sucesso e livro de estreia, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom. Rebecca Bloom é uma extrema consumidora compulsiva, que trabalha como jornalista de mercado financeiro. Sim, ela dá dicas sobre finanças, mas tem contas e contas com atraso. Não tem como várias mulheres não se identificarem, não? Seja com roupas, livros ou sapatos acabamos nos revelando doidos consumidores em alguma coisa. Talvez, não no nível de Becky, mas que nos aproxima de certa forma da história.

Entretanto, para ironia do destino, não me senti conectada ao livro. Becky consome mesmo. Muito! De forma que não consigo entender como não classificaram isso como um sério problema. E de verdade, esperei mais romance no livro. Além, do romance dela pelas compras. Sendo um chick-lit de Sophie Kinsella, o enredo ainda mantêm situações engraçadas, em que a personagem principal consegue fazer confusão até para passar um dia no museu.

Becky não acredita muito em seus dons profissionais. E apesar de ter um grande potencial, ela segue sua vida tentando estar na média – pelo menos no trabalho –, enquanto tenta ser fabulosa no mundo das compras. O que também não ajuda muito quando ela mora e tem como melhor amiga outra super consumista.

Quanto ao lado romance, temos o sensual Luke Brandon, que a divide entre amor e ódio. Talvez, ódio e paixão. O cara é lindo, inteligente, tem sua própria empresa e a emprestou dinheiro para comprar uma echarpe. Isso claro, sem ele saber para o que era de verdade. Como já disse, esperava mais romance no livro, mas não tem como não se apaixonar por Brandon. Na verdade, a única dificuldade da história é Becky e todo seu poder de compras.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, primeiro livro da série de Becky Bloom, é divertido e um tanto louco. As situações que Becky se envolve vale por qualquer dia compras pessoais. Além de uma verdadeira lição de compras – do que fazer e não fazer. O Ministério das Compras adverte. Cuidado para não se tornar uma Becky Bloom lendo!

$ Boa leitura $


O Segredo de Emma Corrigan

“Emma Corrigan é como qualquer garota.
Ela tem alguns segredinhos guardados a sete chaves...”


E que segredos... Pensar em Emma Corrigan é pensar em mil segredos. Segredos guardados a sete chaves, 20 combinações e, possivelmente, uma granada. Isso até ela passar por um péssimo dia de trabalho e contar todos os seus segredos para um completo desconhecido. Mas quem nunca teve uma conversa com um desconhecido que nem lembra mais, não? Isso é claro não aconteceria com Emma, já que o desconhecido é afinal o dono da empresa que em que trabalha.

Sophie Kinsella, tem um dom de colocar personagens loucas em situações mais loucas ainda. E nesse romance, não faltam situações em que duvidamos da sanidade mental da jovem Emma. Ainda mais perto de Jack Harper, seu chefe que sabe até mesmo o número de sua calcinha.

Emma – assim como outras personagens da autora – não tem muita autoestima profissional. Ofuscada pela prima brilhante e sem reconhecimento merecido em sua família, Emma prefere manter as coisas em segredo. Quando Jack aparece em sua vida e mostra interesse nela, a grande dúvida aparece. Saber todos os seus segredos seria um empecilho para aquele relacionamento?

Adorei o livro. É divertido e relaxante. Os segredos de Emma podem ser de qualquer um. Mesmo não sendo iguais aos dela, acabamos nos identificando com esses mil segredinhos. Imaginando como seria ter seu livro sendo aberto para todos. E a forma como Jack é descontraído e sempre a lembrando de um segredo, torna o livro mais hilariante. Super shippei o casal. E super recomendo que saibam todos os segredos de Emma C.


Boa leitura

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

Qual é a probabilidade de pegar um ônibus e conhecer o amor de sua vida? E em um avião? E qual é chance de nesse dia você estar com um humor suportável para conversar com um desconhecido? E claro, conhecer, conversar, se identificar e apaixonar em 24 horas? Eu não sei qual seria a probabilidade estatística disso acontecer. E Hadley Sullivan muito menos.



Indo para Inglaterra para o casamento de seu pai – que irá se casar com uma mulher que ela nem mesmo conhecia – Hadley conhece Oliver, um jovem britânico que também está indo para um casamento. Encontrando apoio no garoto, Hadley começa a dividir seus pensamentos e anseios sobre o pai, descobrindo aos poucos, não ser a única com problemas familiares.

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, tem um título bem explicativo. Hadley tinha uma família perfeita, cheia de amor. Até seu pai sair dos Estados Unidos para lecionar na Universidade de Oxford e conhecer Charlotte. A garota não entende como o amor de seu pai por sua mãe pode ser substituído tão facilmente. E assim como Hadley, também incorporei essa raiva que tinha do pai. Afinal, seria o amor tão banal?

Talvez, esse seja o grande triunfo do livro, e Jennifer E. Smith, soube muito bem demostrar isso. O amor acontece. As vezes quando menos se espera. E pode ser tão rápido que em menos de 24h tudo pode acontecer. “A Probabilidade” é um livro rápido, porém um tanto complexo com todas as desenvolturas do amor. Amor de pai, mãe, filho, namorado... A autora tentou encaixou tudo em um livro divertido e apaixonante. Em que a única regra que existe é amar e amar.


Boa leitura

Cartas de Amor aos Mortos

Queridos Kurt, Judy, Elizabeth, Amelia, River, Janis, Jim, Amy, Heath, Allan, E. E. e John. Esses são os destinatários as cartas que Laurel escreve contando sua história. Descrevendo aos artistas mortos, que tem um lugar especial em seu coração, como perdeu sua irmã mais velha, May. A garota mais especial da face da Terra.

Laurel perdeu sua irmã faz pouco tempo. Logo depois, perdeu também sua mãe. Não de forma tão trágica, ela apenas decidiu ir embora. Apesar de manter contato com a filha, ambas sabem que não é a mesma coisa. O laço entre elas estava se partindo. Para “facilitar” mais a situação, a garota se divide morando uma semana com o pai e uma com sua tia, em uma tentativa de se manter ligada a sua família. A verdade é que todos estão devastados e nada que dirão mudaria o fato da querida May, a pessoa que uniu aquela família, não está mais entre eles.

O que começa com um simples exercício da escola, acaba sendo a forma de Laurel desabafar sobre sua vida e as transformações que vem acontecendo. Seus amigos, seu primeiro amor, suas desilusões e a tristeza de não ter mais May ao seu lado. Tentando ser mais parecida com sua irmã, Laurel vai perdendo sua identidade. Mesmos seus próprios amigos não sabem como ela é de verdade. Talvez nem ela mesmo saiba mais.

Achei interessante a forma que fui me aproximando na vida de Laurel. Talvez tenha sido na mesma proporção que ela foi revelando seu verdadeiro eu. A cada carta escrita, um ponto que chama a atenção é para quem ela escreve. Você deve encontrar pelo menos uma pessoa especial. E a forma como ela adentra esse universo dos mortos – e até mesmo os confronta – me fez olhar para o livro de forma especial. Porém, ainda sentia algo faltando no decorrer do livro. Esse ponto era a própria Laurel, e quando ela se revela nas cartas, todas as pontas, amores, amizades, desilusões e, principalmente, May, são desvendadas.

Cartas de Amor aos Mortos, de Ava Dellaira, mostra que é possível amar e perdoar os mortos em uma intensidade tão forte, que talvez não fosse possível amar dessa forma quando vivo. Adorei como a autora desenvolveu os personagens secundários. É possível ver o crescimento deles, assim como o de Laurel. No final, acabei não pensando apenas nas irmãs e em tudo que passaram. Os amigos dela são tão importantes no enredo quanto as duas. A forma como a internet não se mostra presente no cotidiano deles também é uma forma brilhante de se agarrar ao poder das cartas. Sem plateias, curtidas e comentários. Apenas quem importa de verdade. Presente ou não.


Boa leitura.

Fiquei Com Seu Número

Descobrir Sophie Kinsella foi uma surpresa do último ano. Sim, só fui me jogar no universo de Kinsella no final de 2014. E posso dizer que me arrependi de não ter nenhum livro dela antes. Apesar não ter amado todos os títulos que li dela até agora (resenha em breve), ela tem o dom de revirar suas personagens em chick-lits loucos e divertidos.

Em Fiquei Com Seu Número, Poppy Wyatt está noiva do brilhante e inteligente, Magnus Tavish. Que tem uma família tão brilhante e inteligente como ele. E a pior coisa que poderia acontecer seria perder o anel de noivado, que por sinal é uma joia da família Tavish. Se ela já se sente diminuta e idiota perto da família, como se sentiria quando descobrissem que perdeu o anel? Para facilitar ainda mais a vida de Poppy, logo após perder o anel é assaltada, perdendo seu celular com todos seus contatos. E seu único meio de ser informada sobre o anel.

Depois de duas bombas, alguma coisa boa tem que acontecer com Poppy. E é então que ela encontra um celular jogado no lixo. Simples assim. Quase como um presente dos deuses! Só que sem estar enrolado para presente e estar no meio do lixo. Com ele veio um crachá deViolet Russell, do Grupo de Consultoria White Globe. Secretária de Sam Roxton.

Apesar de Sam achar tudo aquilo loucura, permite que moça fique um tempo com o celular da empresa. E assim, como força do destino – um maléfico destino – Poppy se vê no meio dos e-mails frios de Sam, repassando cada informação que chega para o celular como se fosse sua assistente.

Me diverti muito lendo Fiquei Com Seu Número. A amizade que Poppy e Sam criam através do celular é inusitada. Não pelo fato de ser algo inovador, mas por Poppy ter toda a vida de Sam nas mãos e ao mesmo tempo não serem nada um para o outro. É incrível como, por vezes, é mais fácil falar coisas de sua vida para um desconhecido, que acha que jamais verá de novo, do que para um melhor amigo. Ou até mesmo para o noivo.

O enredo do livro é ótimo e cheio de altos e baixos. Vamos vendo o amadurecido da querida Poppy ao decorrer do livro. E no fim, descobrimos que Sam tem um coração. Mas não podemos esquecer, Poppy ainda está noiva do homem que ama. E ainda tem um anel caríssimo para encontrar. Talvez encontrar o celular não teria sido um golpe de sorte afinal...

Boa leitura!!

Duas Vezes Amor

Serena Monteiro é a boa filhinha do papai. Tira notas altas, não dá problemas, anda sempre com sua amiga de infância e trabalha no restaurante de seu pai.

Serena Monteiro e seu pai quase não se falam. Ela estuda em uma faculdade comunitária para qual não liga muito, tem uma nova amiga que parece ser a única pessoa que lhe dá apoio e ainda trabalha no restaurante de seu pai. Talvez nunca saia de lá.

Cerca de dois anos separa Reena de “antes” com a de “depois”. E é assim que o livro é separado. Um capítulo mostrando o Depois, em seguida um capítulo mostrando o Antes. Assim, conhecemos como a vida da garota mudou após começar a namorar Sawyer LeGrande – o amor de toda sua vida. E como tudo pareceu desmoronar quando ele foi embora sem saber que ela estava grávida.

Sawyer volta diferente, amadurecido, porém isso não tira o passado de suas costas. Tudo o que passou com ele e o que fez para ter sua filha, Hannah, pode demorar para ser esquecido. Isso se ela tiver forças para conseguir fazer isso. Ainda mais quando as mágoas entre a própria família e entre os LeGrande não parecem ter diminuído.

Adorei o que Katie Cotugno, fez em seu primeiro romance. Aos poucos, vamos descobrindo a antiga Reena e Sawyer e os atuais. Descobrimos como a paixão e irresponsabilidades foram crescendo até que o inevitável aconteceu – a partida de Sawyer.

Duas vezes amor é um livro de aprendizado e mudanças. Por vezes, sentia vontade de gritar “Reena, ele vai tirar seus sonhos! Essa não é você!”. No entanto, ao terminar o capítulo e ver como ela é como mãe e como ainda é aquela mesma garota que sempre foi – mesmo sem ela saber disso – percebemos que não é apenas questão de Sawyer e ela, mas de todo o conjunto da família Monteiro e até mesmo dos LeGrande. A desilusão e gravidez foram apenas alguns pontos que a fizeram se perder em seus sonhos e objetivos. E todos tem que entender que fazem parte desse antes e depois do mundo de reconciliações. Incluindo a própria Reena de se permitir amar.
           

Boa leitura