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Cidades de Papel

Colocando mais uma leitura em dia, peguei Cidades de Papel, de John Green, para ler depois de um ano guardado na estante. Isso porque fiquei mega curiosa para ler algo do tão falado autor, porém eram tantas opiniões diferentes que acabei me desanimando, pouco depois de ganhar o livro.

Desde os seus dois anos Quentin Jacobsen é vizinho de Margo Roth Spiegelman, e desde cedo vive uma paixão platônica por ela. Para Quentin e boa parte de sua escola, Margo era magnífica. Sempre estava metida em uma aventura e parecia gozar a vida como se não houvesse o amanhã. Para Quentin, Margo Roth Spiegelman – como sempre a chamava – era a garota perfeita. Isso se pessoas perfeitas existissem.

Pouco antes da formatura, Margo decide se juntar ao Q. em uma vingança. E mesmo eles não sendo amigos, ele acaba sendo a última pessoa que vê Margo antes dela fugir. Mesmo não sendo a primeira fuga, aquela parecia ser a mais definitiva. E talvez Quentin seja o único a encontrar a verdade.

Antes de começar o livro, não sabia o que esperar da leitura. As opiniões, não somente sobre essa história, mas sobre o autor são bem conflitantes. E depois de ler entendi bem o motivo. Queria ter gostado da leitura, mas não consegui. Fiquei até surpresa com as ótimas críticas que estampam o livro. Apesar de o bom humor do livro, não achei o hilariante. A atitude de Quentin em relação a Margo chegou a me irritar na maioria dos momentos. Como o fato de esquecer a importância dos amigos em certas ocasiões e como sempre a chamava pelo nome todo. Ele realmente a venera.

Os personagens secundários foram (talvez) o único ponto que me fez gostar um pouco do livro. Os poucos momentos que Quentin esquecia de seu amor platônico e conseguia ser ele mesmo com seus amigos podiam ser simples, mas eram nessas partes que conseguia rir e pensar nele como um jovem em seus últimos momentos no Ensino Médio. Então, acho que nisso o Sr. Green acertou. Ao tentar encontrar Margo, Quentin acabou se encontrando e descobrindo melhor seus amigos.

Não vou dizer que é uma leitura para todos, porque não é. Acredito que quem está nessa faixa e nesse momento de vida (adeus escola, olá faculdade ou olá escola) vá gostar mais. Lembrando que em breve terá o filme de Cidades de Papel e, apesar de já esperar algo bem diferente, talvez seja uma boa medida para quem não está com muita vontade de se aprofundar nessa leitura, mas queira conhecer a história (mas o livro normalmente é melhor!).

Boa leitura.



O Boneco – Casa do Pesadelo

Comprei esse livro por apenas R$2, pelo Projeto Mais Leitura. Os livros vendidos pelo projeto tem um preço super em conta e vale a pena dar uma conferida. Só não gostei do fato de terem colocado o papel do preço – que não é pequeno – em cima da sinopse. Levei horas para conseguir tirar de um livro, então desisti de tentar nos outros.

Apesar de não ser fã de terror e muito menos de bonecos (medrosa convicta), algo no livro me chamou atenção.



O Halloween está quase chegando, e os alunos da Universidade de Salem estão ansiosos com a festa que acontecerá na Casa do Rouxinol, também conhecida como Casa do Pesadelo. Com a necessidade de um ventríloquo para a festa, Jaye Bishop é convencida a se fantasiar de um. Porém, um boneco de verdade seria um gasto muito caro para um simples festa de amigos. Seria mais fácil se alguém fosse o boneco. E Fiona Hazard parecia perfeita para o papel. Jaye só não esperava que a garota ficaria tão animada com a ideia e com a possível amizade das duas. Muito menos que o Halloween poderia ser tão assustador e mortal.

A proposta do livro é boa. E o boneco na capa ajuda a criar uma certa tensão. Entretanto, não vi tanto do que me pareceu prometido. A história segue uma linha de suspense. Acontecimentos estranhos começam a seguir Jaye e nada parece levar a uma solução.

O Boneco, de Diane Hoh, é um livro curto, de apenas 173 páginas. Não foi um leitura empolgante, mas serviu para passar o tempo. Até fiquei intrigada com o que acontecia e gostei da forma como a autora desenvolve o “é isso ou aquilo?”. Ao final, temos personagens que podem ser amigos verdadeiros ou não. Isso em um ambiente em que um deles pode ser a pessoa que quer o pescoço de Jaye fora. Vai querer se arriscar em quem é o boneco?



Boa leitura...

Eleanor & Park

Sabe quando um livro é tão bom que você nem sabe o que falar dele? Quando tem tantas coisas positivas que parece que vai contar cada palavra que tem no livro? É exatamente assim que me sinto com Eleanor & Park. E eu nem esperava gostar do livro. Comecei a ler apenas para passar o tempo e acabou sendo um dos melhores livros que li no ano.

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Eleanor acaba de voltar para casa com sua mãe, seus irmãos e seu padrasto. Apesar de odiar a ideia de ficar perto de seu padrasto, ficar com sua família é de grande valor para ela, portanto aturar qualquer atitude dele era o minimo que poderia fazer para permanecerem unidos. Nova no bairro, na escola e - quem sabe o pior de todos - nova no ônibus escolar, Eleanor pretende apenas não chamar atenção. Coisa que nunca aconteceria com uma garota como Eleanor.

Já Park morou toda sua vida naquele local. Conhece os alunos desde sempre. E pode até dizer que chega a ser um tanto popular. Pelo menos o minimo para o deixarem na dele. Gostava de ficar sozinho. Isso até a novata ter que sentar ao seu lado no ônibus.

Uma das primeiras situações que me fizeram amar o livro foi esse primeiro contato entre os dois no ônibus. Nenhuma gentileza. Nenhuma amizade. Na verdade, tem quase uma tensão de ódio no ar. Aquela primeira impressão que dizem ser importante, mas que no fundo sabemos que não vale de quase nada. E então vem o como se tornaram amigos. Lendo quadrinhos, escutando música e isso quase sem trocarem palavras. Mesmo sem saberem, os dois já tinham uma conexão melhor que com os familiares.

É fácil se identificar com certos medos do casal. De como agir, quando, até onde poderiam ir. Situações de um jovem casal. Isso intensificado pelas fortes emoções que Eleanor passava em casa e que não conseguia compartilhar tudo com Park. A situação dificultava um pouco mais já que os demais alunos ainda viam o jeito de Eleanor como uma verdadeira aberração. O livro também trata das inseguranças pessoais - tanto o feminino, quanto o masculino - que nos aproxima ainda mais da história dos dois.

Preciso dizer que quando vi a foto de Rainbow Rowell, senti um pouco da Eleanor nela. Até torci para que o marido dela fosse um Park rs. Antes mesmo de chegar na metade do livro já estava encantada com sua forma de escrever e de pensar. As sensações que ela descreve eram tão bem demonstradas que já queria começar outro livro dela (o que acabei fazendo mesmo). Dessa vez, não tenho como recomendar apenas o livro, mas recomendar também a conhecerem mais e mais da autora.

Eleanor & Park me fez apaixonar a cada capítulo. Foi um livro que me fez rir e ao mesmo tempo sentir um forte aperto no peito. Cheguei no final querendo umas dez continuações dessa linda história. Porém, também pensando em como aquele final era perfeito. Do jeitinho de Eleanor e Park. E de Park e Eleanor.

Boa leitura!!!


A Esperança



"Francamente, nossos ancestrais não parecem merecer esse respaldo todo. Enfim, olha o estado em que nos deixaram, com as guerras e o planeta destroçado. Visivelmente não davam a mínima para o que poderia vir a acontecer com as pessoas que viveriam depois deles. Mas essa ideia de república soa como um aprimoramento, tendo em visto o nosso governo atual."
Pág. 96


 Após ser resgatada de seu segundo Jogos Vorazes, Katniss está sendo convocada para ser o Tordo, o grande simbolo da revolução. Mentalmente instável e pensando se Peeta ainda está vivo, - ou nos horrores que poderiam acontecer com ele - a ultima coisa que quer aceitar é ajudar em algo que pode tirar a vida de vários inocentes. Confusa com sua própria situação e sem saber se o Distrito 13 é realmente seguro, Katniss irá viver algo bem maior que um simples jogo.
Em A Esperança temos um cenário ainda mais caótico de toda situação. Katniss desorientada, revoluções acontecendo nos distritos e grandes discussões sobre o poder político. Suzanne Collins nos leva há um verdadeiro caos que é uma revolução, dentro de uma mente completamente instável e com uma enorme sede de vingança. Me perguntei seriamente se do jeito que está nosso governo um dia chegaremos ao ponto desta ficção, já que não parece tão distante assim do mundo atual.
Alguns fatos nesse terceiro livro da trilogia acontecem mais rápidos que os anteriores. Katniss muitas vezes se perde em seu próprio pensamentos. Além do Distrito 13 ser muito limitado quanto aos deveres. Até piorando a situação da protagonista. Quando Katniss finalmente decide ser o simbolo da revolução, mais interrogações aparecem. Podendo contar apenas com seus pensamentos e na amizade de Gale, o objetivo do Tordo se inicia, porém completamente diferente do que a garota imaginava.
Sendo o ultimo livro da série, concluindo essa terrível história na vida da população de Panem, o livro também se torna o mais triste e emocionante da saga. Somos apresentados a personagens fortes ao mesmo tempo em que perdemos grandes personagens. A Esperança é um livro que nos faz refletir, nos faz chorar e nos faz sonhar pela vida dos habitantes de Panem. Porém, fico feliz com o fato de terem livros para o grupo infanto-juvenil que os faça pensar no agora de forma que também os entretenha. Leitura obrigatória para todas as idades!.

Boa leitura!

Fazendo Meu Filme 3 - O Roteiro Inesperado de Fani



Para começar a resenha, preciso dizer que a Paula Pimenta arrebentou. Com um pouco mais de 400 páginas ela me fez chorar, rir, me apaixonar, sentir raiva, insegurança, felicidade... (Estou quase cantando Emoções, do Roberto Carlos aqui).
Agora Fani tem 18 anos, está de volta da Inglaterra, tem seu namorado, família e amigos ao seu lado, além de poder assistir a todos os seus DVDs. Isso, claro, se tivesse tempo entre algum conflito, o pré-vestibular e várias pessoas precisando de atenção.
Assim que a garota volta para casa, sente que tudo ao seu redor está diferente. Mesmo não tendo mudado nada. Sem falar da imensa saudade que agora sente da sua segunda família.
No terceiro livro da série, podemos perceber um grande amadurecimento na nossa querida protagonista. Apesar dela ainda demonstrar desconhecer muitas coisas da vida adulta, agora ela já sabe pelo o que quer lutar e como fazer isso (ou quase como). Um dos grandes pontos do livro é a chegada do vestibular (do qual ela já está atrasada comparada aos outros). Fani sabe que precisa estudar para garantir o seu sonho de ser cineasta, além de tentar colocar na cabeça de sua mãe que advocacia passava muito longe dos seus sonhos.
Acho que a Paula conseguiu transmitir muito bem as dificuldades dessa idade. As transformações, as decisões, os medos, as expectativas... Em muitos pontos me vi na pele de algum personagem. Como ainda não li o quarto livro da série, Fazendo Meu Filme 3 é com certeza o meu livro preferido dos três. E dessa vez não recomendo só o livro, mas também a trilha sonora (que a autora colocou no site). Tem até uma música interpretada pela Paula (que alias, canta muito bem). Suuuuuper recomendado!


Boa leitura!

Caixa de Desejos


Marília nunca poderia imaginar como sua vida mudaria de uma hora para outra. Sua irmã que mal conhecia iria morar com sua família, sua casa parecia mais cheia a cada momento, dúvidas sobre a vida apareciam cada vez mais e sua avó (e única amiga) morreu, lhe deixando uma caixinha de desejos.
Apesar de parecer um típico livro para pré-adolescentes, o livro escrito por Ana Maria Melo traz elementos que diferem muito dos livros onde tudo é mágico e cor de rosa. Marília tem 11 anos de idade e ainda está descobrindo a vida e os medos que podem ter nela. Isso tudo com uma grande maturidade, o que faz com que o livro não tenha uma ar de livro bobinho. O que ocorre muitas vezes nos livros direcionados para adolescentes atualmente.
Achei muito interessante a forma como a autora abordou os temas do livro. De forma leve e descontraída. Porém, como o livro é pequeno (se não me engano tem umas 97 páginas), acho que a autora não colocou tudo o que a personagem principal poderia ter vivido na época. Mas nada que te deixe decepcionado, pois o ponto que mais te impressiona no livro (pelo menos me impressionou) é a forte amizade que a avó e neta tinham uma pela outra. E que não muda, mesmo com a morte da tão amada amiga. E a autora com certeza caprichou na demostração do forte laço que tinha entre as duas. Que incrivelmente crescia a cada dia mais. Uma boa escolha de livro nacional para passar o tempo.

Boa leitura!

[Degustação] Fazendo meu Filme 3

Algum tempo atrás eu tinha feito a resenha de Fazendo Meu Filme 1 e 2. E tinha colocado uma mini sinopse do terceiro livro. Bom, ainda não li FMF 3, mas prometo que no próximo ano faço a resenha.  = )
Quem quiser ver o post é só clicar AQUI.

E quem quiser ler o primeiro capítulo de Fazendo Meu Filme 3, é só clicar na imagem abaixo. O livro já começa de forma divertida. Além de mostrar que o romance entre Fani e Leo está super bem, obrigado! Rsrs. Aproveite o primeiro capítulo. E boa degustação!


A Breve Segunda Vida de Bree Tanner


Acredito que todos saibam que A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, é uma história paralela de Crepúsculo. Para ser mais exata, uma história decorrente de Eclipse. Stephenie Meyer criou uma história que mostra que (por vezes) somente o mais esperto sobrevive. É uma verdadeira história de manipulação.
Achei esse livro bem diferente da Saga Crepúsculo. Aqui os vampiros não matam só por fome, mas também por diversão. O livro segue a vida e os pensamentos de Bree Tanner, tendo a história narrada pela mesma. É contado como ela se transformou em vampira, a vida miserável que levava antes da transformação e todos os sentimentos que um recém-nascido poderia ter, como a descoberta dos vampiros, a imposição das "regras" e o mais importante, tomar cuidado para sobreviver.
Bree convive com o fato de que cada dia haverá um novo vampiro entre eles. E que a cada dia um vampiro desaparecerá. 
Ninguém sabe o objetivo daquele grupo. Até que ela se junta com Diego (o vampiro mais agradável do lugar) e acaba descobrindo várias verdades sobre o novo mundo que pertencem e talvez a metade do motivo de estarem ali.
Pelo fato do livro ser mais "sangrento" que a saga, alguns fãs não gostaram muito do livro. Porém achei o livro bem satisfatório. Aqui, apesar de ter uma história de amor, eles tem sempre que estar em vigia constante. Temendo até em quem eles deveriam acreditar. Há sempre uma tensão no ar, que é quase palpável pela descrição dos sentimentos da garota. E o final (apesar de já conhecido) me emocionou bastante pelo fato de ser descrito pela Bree. Cada sensação, cada suspiro, o medo de morrer. É tudo muito real. Cheguei até a me surpreender. 
Recomendo ler o livro com calma. Se colocando no lugar da jovem vampira. Temendo seus medos e se agrandando com suas pequenas alegrias inesperadas. Não é um livro doce de ler. E não conta uma história feliz. Mas é um livro diferente e merece toda sua atenção. O tipo de livro para se ter em sua estante. Recomendo ler, uma, duas, três vezes, até se cansar. E no final do livro, simplesmente feche os olhos. Vai ser mágico.

Boa leitura!

Passagem para Ravena


Se José Ricardo Moreira queria fazer os leitores de Passagem para Ravena viciados em um livro cheio de mistério, romance e aventura, pode ter certeza que ele conseguiu alcançar seu objetivo. Passagem para Ravena é o tipo de livro que te vidra do início ao fim e ainda te faz querer repetir a dose no final da leitura.
Na Idade Média, Dimitri e Irina se conhecem ainda quando crianças e acabam se apaixonando um pelo outro. Pouco depois de se casarem uma missão lhes é dada. Porém as coisas não acabam como deveriam. E talvez a única solução esteja no século XX, com um casal que nunca pensaria em se conhecer.
Diogo e Lívia tem muitos pontos em comum e se não fosse uma cidade os separando, provavelmente seriam melhores amigos (ou algo mais). Ambos viviam uma adolescência normal, até conhecerem um senhor que lhes passou a missão não acabada de Irina e Dimitri (que acabaram sendo "incorporados" pelos jovens). 
Com várias coisas misteriosas acontecendo ao redor dos dois, Diogo e Lívia mesmo não podendo se encontrar acabam criando uma forte ligação. Tão forte quanto o amor de Dimitri e Irina.
A leitura de Passagem para Ravena me conquistou do início ao fim. Todo o mistério, aventura e romance que acontecem te envolve de uma maneira que você não consegue desgrudar do livro. É um dos meus nacionais preferidos. O livro além de tratar fatos sobrenaturais, também trata da adolescência dos jovens heróis. Além de apresentar ótimas músicas do cenário brasileiro dos anos 80 e 90. Pode ter certeza que é o tipo de livro que você não vai se arrepender!

Boa leitura!

Para Sempre

Nesses últimos anos os grandes sucessos literários infanto-juvenis são os livros com personagens nada normais. Nada normais mesmo. Vampiros, lobisomens, videntes, bruxos, semi-deuses,... Seres nada convencionais que conquistam cada vez mais seus espaços no mundo. Estranho, não? 
O fato desses sucessos se devem muito a escrita mais atualizada desses personagens, que agora são interpretados por adolescentes cheios de problemas e que também sofrem por um grande amor. 
Os autores estão conseguindo cada vez mais transformar seres que normalmente davam medo, em seres que nos emocionam, nos faz rir e incrivelmente torcer (ou ainda odiar) por eles.
E em Para Sempre, de Alyson Nöel, não é diferente. O livro mistura o sobrenatural, com mistério,  romance e uma grande pitada de ciúme (que vai do início ao fim). Isso além de uma grande indecisão da personagem principal. 
Ever Bloom era tudo o que uma garota sonha ser (e quem todo garoto deseja ter). Bonita, popular e líder de torcida. Resumindo, a "garota perfeita". Isso chega até ser clichê. Porém um simples acidente de carro acaba transformando toda a sua vida. Seus país, sua irmã e seu cachorro acabam morrendo, levando Ever morar em outra cidade com sua tia. Agora tudo o que ela quer é não chamar atenção. Mas infelizmente (ou não) as coisas que ela deseja acabam não acontecendo. O que por vezes pode ser muito bom. Ainda mais se um certo garoto encantador acaba meio que apaixonado por você.
Confesso que quando comecei a ler o livro não conseguia mais parar. Você sente uma enorme necessidade de saber o final. Porém eu entendi um pouco como algumas pessoas acabam não gostando muito do personagem principal. A indecisão de Ever acaba por vezes sendo irritante. Por horas ela parece ter certeza de uma coisa, e em outra hora ela muda completamente de opinião. Esse fato é até justificado, pois ela ainda se sente frágil e indefesa pela morte de sua família, mas por ser algo que ocorre muito rapidamente (as mudanças de humor) fica até difícil saber o que ela sente.
Apesar disso, Para Sempre é um ótimo pedido de presente de natal, pois é o tipo de livro que você começa a ler e até esquece da hora ou o que está  ao seu redor. Com certeza você vai querer ler logo a continuação para se deliciar com as histórias de Ever, Damian e de todos os perigos que sempre os cercam. Então...

Boa leitura!

Dinheiro do Céu


 Dani é um garoto de 16 anos que como todo adolescente vive sua difícil fase de descobertas. Coisa que já não é muito fácil para um adolescente normal, quanto mais um com uma família meio estranha, vivendo no meio do Golpe militar de 1964 e ainda por cima preocupado com seu avô que fugiu para Itália atrás de uma herança. Além de tudo isso, Dani ainda tem que lidar com sua primeira paixão e seu primeiro emprego.
Marcos Rey, desenvolveu uma magnifica história atrás do Golpe militar no Brasil. Rey mostra que mesmo com todo aquele ar perturbador as pessoas continuaram a viver, a amar e até mesmo se decepcionar com aqueles que mais amavam. Digamos que dinheiro do Céu é um livro mágico. Ele não mostra apenas as simples dificuldades que Dani, o caçula da casa, sofre nessa conturbada fase de descobertas. O autor nos faz refletir sobre nossas responsabilidades e que o fato de ser “jovem e indefeso” não quer dizer que não precise abdicar de certas coisas por um bem maior, como a família e um futuro melhor.
Também acho muito interessante o fato de que mostrar como os “sentimentos” das pessoas podem mudar pelo simples ato de sua conta bancária mudar (mesmo antes de mudar). Isso é uma das coisas que é muito abordada no livro. O fato da herança que ainda nem chegou nas mãos deles e que eles nem sabem o que é exatamente faz com que muitos olhares cobiçosos recaiam sobre a família o torna o fardo e as responsabilidades de Dani cada vez maior.
Então é basicamente isso que o livro fala. Adolescência, golpe militar, primeiro emprego, primeiro amor, falsidade e uma pitadinha de comédia que ninguém pode perder. Com certeza vai se apaixonar e torcer para que a pequena aventura (também chamada de vida) de Dani de certa.

Boa leitura!

Fazendo Meu Filme

 Li Fazendo Meu Filme no início do ano e quer saber? Eu me surpreendi! Por que? Lembra daquele ditado que diz para não julgar o livro pela capa? Pois é! Quando comecei a ler (graças a recomendações de minhas amigas) pensei que fosse mais um livro de adolescentes que tem quase (ou tudo) nas mãos. Mas Fazendo Meu Filme é diferente e mostra um pouco mais sobre as preocupações da adolescência, como passar na prova de inglês, curtir com os amigos, ir ao cinema, deixar seus pais orgulhosos e sofrer a dor do primeiro amor. Mas o que faz o livro ser realmente diferente é a paixão por filmes que Fani (a personagem principal) tem. Que é mostrado em cada capítulo, que alias, se inicia com um trecho de um de seus filmes preferidos. Além da personagem viver sua vida como um capítulo de um longo filme. Paula Pimenta soube levar muito bem os personagens pela grande aventura da adolescência.


Fazendo meu Filme 1 – A estréia de Fani: O primeiro livro dessa maravilhosa série, mostra Estefânia Castelino Belluz, uma garota de 16 anos muito tímida, que tem uma pequena paixão secreta por seu professor de Biologia e que está atrás de uma grande oportunidade de sua vida: fazer intercâmbio! A partir daí começa a grande aventura desse filme. Sim, filme. Pois é assim que Fani leva a sua vida, como se fosse uma grande filme. Um filme com uma garota romântica, cheia de dúvidas sobre sua vida e que tem muita expectativa sobre seu futuro. E claro que como um bom filme não pode faltar um bom romance que pode mudar muito a maneira de Fani ver o mundo.

Fazendo meu Filme 2 – Fani na Terra da Rainha: Fani finalmente vai para Inglaterra graças ao seu intercâmbio. Mas será que ela conseguirá ficar um ano longe de sua família, de seus amigos e de seu grande amor? Nesse livro mostra que para conseguimos ir atrás de nossos sonhos temos que as vezes abandonar as coisas que mais amamos, mas que nem por isso deixaremos de reencontra-las. Aventura, ação e muita comédia é encontrada nesse filme. Além de nos mostrar que nem sempre poderemos depender das pessoas que mais amamos e que por vezes até meros desconhecidos podem mudar nossas vidas e nos levar grandes emoções.




Fazendo Meu Filme 3 – O Roteiro Inesperado de Fani: Fani está com 18 anos e suas preocupações estão voltadas ao vestibular e claro ao seu namoro com seu grande amor. Nesse livro Fani passa por novas experiências que promete muita emoção aos leitores. Bom, como ainda só li o primeiro capítulo do livro não tem como me aprofundar muito nele. E assim que eu ler o livro todo eu faço um post especial sobre o livro. Mas já posso garantir uma coisa. O terceiro livro já começa com uma ótima pitada de humor. 

Fazendo Meu Filme 4: Já está confirmado um quarto livro da série, que será lançado em novembro desse ano.

E a quem se interessou pelos livros só tenho uma coisa a dizer...
...Boa leitura!

Harry Potter


 
Outro grande sucesso de venda e de bilheteria. Se você nunca ouviu falar sobre esse livro. Parabéns! Você não é desse mundo! O livro possui sete exemplares e rendeu muito sucesso – e dinheiro – a J. K. Rowling, criadora dessa aventura.
O livro fala sobre... Harry Potter um garoto que perdeu seus pais quando ainda era um bebê e teve que morar com seus tios egoístas que nunca o contaram que era um bruxo. Quando faz 11 anos e tem que regressar para a Escola de Bruxos de Hogwarts, ele descobre um grande mundo cheio de grandes aventuras, que precisam de muita coragem, inteligencia e companheirismo para serem vencidas.
O primeiro livro da saga, escrito por J.K. Rowling, foi lançado em 1997 ganhando um grande publico pelo Grã-Bretanha (país de origem) e pelo EUA. Mas foi somente em 2001, após o lançamento do filme é que o livro ganhou um enorme legado de fãs por todo o mundo. O ultimo livro da saga, Harry Potter e as Relíquias da Morte, foi lançado em 2007, 10 anos depois do primeiro livro. Atualmente os fãs da saga esperam a segunda parte do filme que está prevista para o final do desde ano – estranhamente o ultimo filme também vai ser lançado 10 anos depois do primeiro.
Cada livro relata um ano da vida de Harry em Hogwarts – exceto o ultimo. Esses são os títulos dos livros – todos com o inicio “Harry Potter”: A Pedra Filosofal, A Câmara Secreta, O Prisioneiro de Azkaban, O Cálice de Fogo, A Ordem da Fênix, O Príncipe Mestiço e as Relíquias da Morte. Se já leu, leia de novo. Se ainda não leu, aproveite a sugestão!

Boa leitura!

Ana e Pedro - Cartas



De Vivina de Assis Viana e Ronald Claver. Esse livro fala sobre Ana, Pedro e suas cartas. Ana conhece uma amiga de Pedro em uma viagem e após um “surto de loucura” manda uma carta para Pedro. Que responde Ana. Que responde Pedro e por ai vai.
Ana mora em São Paulo. Pedro em Belo Horizonte. Ana gosta de cinema, do mar, de ler, de afeto, postais e poesias. Pedro gosta de futebol, montanhas e escreve poesias.
Depois de tantas cartas trocadas, poesias e de trocas de segredos, os sentimentos entre os dois acaba mudando. E esperar as cartas chegarem é um desafio. Será mesmo possível se apaixonar por uma pessoa que nunca viu e só se conhece por cartas? Aparentemente para Pedro e Ana sim. Então...

...Boa leitura!